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11 de jan de 2011

FINAL

+A +/- -A
PAIXÃO & CRUELDADE


Isabella PDV


Eu tinha oito anos novamente. A mesma menina sofrida, com muitas cicatrizes no corpo. Perdida nos corredores do Democracy, não conseguia encontrar uma saída. Todas as portas e janelas estavam fechadas.

Cansada demais para continuar andado, sentei-me no chão tomando cuidado para não deixar cair o pote de vidro que carregava a um tempo que não conseguia medir. Com o indicador, bati no vidro e a borboleta dentro do pote não se moveu. Estaria morta? Não conseguia parar de olhar para a borboleta, me sentia confortável, porém triste.

De tanto olhar para o pote meus olhos foram ficando pesados e inertes...


Subitamente, arregalei os olhos como quem acaba de acorda de um sonho turbulento. Olhei para os meus braços e percebi que voltara a ter 18 anos. Ao levantar do chão, procurei pelo pote e ele havia sumido. Extremamente confusa, comecei a sentir medo por estar sozinha no colégio, só que não era um medo comum. Era um medo antigo... Enraizado.

De repente, ouvi o som de passos. Um estalar compassado de saltos no piso de madeira. Atordoada, girei o corpo vagarosamente na direção do som e percebi que não havia absolutamente ninguém no corredor.

- Tem alguém aí? - Minha voz ecoou mansamente pelo local. - Oi? - Falei um pouco mais alto.

Assim que me calei, senti uma mão sobre meu ombro esquerdo. Sobressaltada, me virei rapidamente e não pude acreditar em meus olhos.

- Olá. - A garota idêntica a mim sorriu.

- Meu Deus... - Murmurei envolta em dúvidas. Estava sonhando?

Eu sabia quem era, mas não tinha como acreditar que ela estava mesmo diante de mim. Por isso, de forma hesitante, estiquei o braço e toquei suavemente a bochecha de Bella. Imediatamente ela fez o mesmo e senti como se eu estivesse diante de um espelho, só que não havia moldura.

- Não tenha medo. Eu te protejo. - Acariciou minha face.

- Isso não é real. - Dei um passo atrás.

- Aonde vai?

Quanto mais ela falava comigo, mais perturbada eu ficava. Que delírio é esse?

- Fique longe de mim. - Pensei em correr, só que não me movi.

- Não seja estúpida! Ainda podemos acabar com o Democracy. - Saiu me puxando pela mão. - Aquele Falcon não vai me vencer. - Rosnou, então olhou para trás e corrigiu. - Nos vencer.

- Como assim? - Não consegui fazer com que ela parasse. - Pare!

- Não posso, temos que ser rápidas. Anda, não faz corpo mole! - Se chateou. - Todos vão se arrepender de terem nos maltratado. - Resmungou por entre dentes e seguimos por outro corredor. - Vão provar do mesmo fogo... O Democracy irá queimar!

- Não! - Puxei meu braço e parei.

Bella respirou fundo mostrando impaciência.

- Não é hora de bancar a fraca. Nós chegamos até aqui e temos o dever de ir até o fim.

Balancei a cabeça achando cada palavra absurda demais.

- Não vou incendiar nada. Acabou. A vingança acabou!

- Não fala merda! Não acabou! Eles não sofreram! Qual é a sua? -  Esbravejou e eu engoli em seco. Então Bella estreitou os olhos, analisando-me com repulsa. - É por causa dele, não é? O maldito e asqueroso Falcon fez sua cabeça? Esqueceu de tudo? Abandonou os planos?

- Estou cansada. - Sussurrei fatigada.

- QUE MERDA! - Vociferou batendo o pé no chão. - SUA BURRA! Agora é que estamos conseguindo tudo que sempre desejamos. Pense, Isabella, pense! Você está caindo no jogo do Falcon.

- Está enganada. - Não sabia como revidar. - Mas eu quero parar. Chega de Democracy e chega de Falcons.
 
O lábio superior de Bella tremeu como se remoesse um grande ódio. Determinada a acordar daquele maldito pesadelo, dei-lhe as costas e segui em frente.

- Acha que ele ia te querer se ainda fosse deformada? - Murmurou. Logo senti um paralisante espasmo no peito. - Edward nem te tocaria. Não se esqueça de quem você realmente é.

Completamente amargurada, olhei para trás e Bella começou a se aproximar lentamente. Sua fisionomia fria e sarcástica me assustou.

- Você não consegue lidar com essa dor, não é? Precisa de mim, sempre precisará. Só que... - Arqueou a sobrancelha.  - Eu não preciso mais de você.

Alcançou-me colocando as mãos em meu pescoço. Ela apertou com força e não consegui mais respirar.

- Isso... não é real. - Gemi com dificuldade. Procurei desesperadamente me convencer daquilo.

- Quem é que sabe? - Riu. - Vou descobrir quando você morrer.

Totalmente aflita, tentei arrancar as mãos dela da minha garganta. Não entendia de onde ela tirara tanta força, mal conseguia me debater. Lutando por ar, arranhei seu rosto e Bella gritou, afastando-se com medo de eu ter deixado marcas.

Cambaleei, mas logo consegui correr. Forcei minhas pernas a darem o máximo de si, porém de nada adiantava, pois eu não sabia como fugir do prédio.

- Você não tem para onde ir, Isabella! - Passou a correr atrás de mim.

Tentei abrir a porta de uma sala e estava trancada, tentei outra, e a encontrei do mesmo jeito. Bella gargalhava me assistindo enlouquecer e fiquei cada vez mais apavorada. Desorientada, segui para o refeitório e, assim que cheguei lá, me vi encurralada.

- Você é patética. - Bella cruzou a soleira, fumando com uma estranha tranquilidade. - Por que não desiste? Já teve seu momentinho feliz. Não entende que você não se encaixa com o mundo? O problema nem é se encaixar, e sim o fato de não ter fibra e resistência para ir contra ele.

- Está errada. - Falei baixo.

- Mesmo? - Revirou os olhos. - Não suportou nem a afronta de Tânia... - Deu uma longa tragada. - Não importa. Antes eu até podia te suportar porque no fundo, bem no fuuundo mesmo, gosto de você, mas agora que temos propósitos diferentes... - Sorriu torto. - Não leve para o lado pessoal, tudo gira em torno da sobrevivência... A sobrevivência do mais forte.

- Eu não vou morrer. - Ainda não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo.

- Sempre dificultando as coisas. - Jogou o cigarro no chão. - Você já está morta, só não sabe.

Bella partiu pra cima de mim dando-me um soco. Caí sobre uma das mesas, totalmente indefesa.

- Não é possível. - Chocada, arregalei os olhos não compreendendo como podia sentir tanta dor.

Bella sorriu indicando sua cabeça e não entendi o que estava querendo dizer. Antes que eu tivesse forças para levantar, ela se armou com uma cadeira e veio até mim.

Com as pernas tremendo, rastejei para longe dela e busquei forças para correr.

- Sua covardia me irrita! - Vociferou.

Assim que consegui ficar de pé, ela atingiu minhas costas com a cadeira e a dor foi alucinante.

- AAAAAAAAAAHHHHH! - Desabei de joelhos, com as mãos nas costelas. Bella se colocou bem na minha frente e ergueu a cadeira de aço para me golpear mais uma vez. - Não faça isso. - Implorei fechando os olhos.
Ela não se compadeceu e senti um grande impacto no meu rosto e ombro. Caí para lado espirrando... Sangue? Não suportando a dor, comecei a chorar.

- Ótimo. Mais essa? PARE DE CHORAR SUA IMBECIL!

- SOCORROOOO! - Gritei o mais alto possível. - ALGUÉM ME AJUDE!

- Ninguém vai te ajudar. - Colocou o pé em minha garganta. - Existem tantas diferenças entre nós... - Bufou. - Eu nunca me prestaria a esse papel ridículo.

Coloquei as duas mãos em seu tornozelo, tentando debilmente afastar seu salto da minha garganta.

- Não... - Gemi usando o que sobrara de minhas forças, mas de nada adiantava diante do poder opressor de Bella.

- Não te farei mais sofrer, acabarei com isso agora. - Respirou fundo e empurrou ainda mais o pé e minha garganta.

Não tive como lutar contra sua dominação e não consegui mais respirar. Sangue saia por minhas narinas e desejei uma morte sem sofrimento. Então eu pensei nele... Em Edward. E em todas as coisas que deixei de dizer, em tudo que reprimi por muito tempo. Eu não queria morrer sem lhe dizer “eu te amo”. Do que teria valido a minha vida se não pudesse dizer a alguém ao menos uma vez... “eu te amo”?

Do meu olho direito brotou uma lágrima só para ele. Para tudo que vivemos juntos, desde ódio não justificado à vingança infame, e, finalmente... O amor. Um amor não vivido em sua total plenitude por causa da minha insanidade. Da minha incapacidade de lidar com a realidade e a dor. A quem eu culparia agora pela minha miséria? A única culpada era eu mesma por ter alimentado o ódio de tal forma que ele absorveu tudo à sua volta, como um grande buraco negro.

Então desisti de lutar por ar e me agarrei às lembranças. Nelas me fundiria até que não sentisse mais nada. Momentos, poucos, mas momentos intensos e significativos que decoraram minha curta e estranha vida. Edward estava na maior parte das minhas lembranças boas, ofuscando totalmente as ruins e me fazendo não ter mais medo.




- O que está acontecendo? - Bella empurrou o pé e não senti nada.

Também estranhando, afastei sua perna com uma mão e ela cambaleou para trás. Perplexa, sentei e percebi que já não havia sangue em meu rosto e meu corpo não doía. Franzi o cenho tentando entender, mas só quando encarei Bella foi que compreendi que minha ira e medo era o que lhe davam forças. Em todos os momentos em que se manifestou é porque eu não conseguia enfrentar tais sentimentos.

Me levantei e Bella se distanciou, dizendo:

- Não faça besteira, Isabella.

- Você sempre sofreu comigo, não é? E por isso me protegia e tentava eliminar as causas dos traumas. Só que não conseguiu e agora tenta “cortar o mal pela raiz”. Vejo que o tempo todo só pensava em si mesma. - Caminhei a passos firmes na direção dela.

- Não. Estamos juntas nessa. - Riu sem humor, procurando manter distância.

- Sou grata por tudo que fez por mim, mas não pode mais viver a minha vida.

- Você precisa de mim. - Ofegou.

- Não. Porque não terei mais medo. - Falei com convicção.

Não deixaria mais que a felicidade me fosse roubada por um sentimento controverso e paralisante.

Bella baixou a cabeça em um lamento.

- Escuta, deve tudo a mim. Fui eu que te dei forças para permanecer no Democracy e você não teria ficado com Edward se não fosse por mim. No fundo, você quer ser exatamente como eu.

Parei.

- Não quero ser como você... Porque eu sou melhor.

Bella ergueu a cabeça lentamente e seu lábio mais uma vez tremeu em ódio.

- AAAAAAAAAHHHHHH! - Tentou agarrar meu pescoço e com facilidade afastei suas mãos.

Vendo que nada podia contra mim, correu para a saída do refeitório.

- Parada. - Falei e ela instantaneamente paralisou.

Bella lutou desesperadamente para tirar os pés do chão, mas estava sob meu domínio.

- Por favor, Isabella me deixe ir.  - Choramingou. - Não te magoarei. Prometo.

- Quem é patética agora? - Posicionei-me à sua frente. - Tudo tem um fim, Bella.

- NÃO!

Dei-lhe um suave beijo na testa e a envolvi em meus braços. Então, fechei os olhos e sussurrei:

- Queime.

Imediatamente o fogo começou a subir por nossas pernas e nos engoliu com ferocidade.

- NÃÃÃÃOOOOOOOOOOOO! - Bella berrava sem conseguir se mexer. - ESTÁ ARDENDOOO!

Embora soubesse que sua dor era alucinante, eu nada sentia, pois  era imune às chamas.

- ISABELLAAAAAAAAAA! - Agonizou e não me abalei.

- Eu sou a mais forte. - O fogo dobrou de tamanho e concentrei toda a minha energia nas labaredas.

De repente, todos os sentimentos e pensamentos de Bella me invadiram. Sua raiva, ciúmes, ânsia por liberdade, sarcasmo, libido, crueldade, tristeza, determinação... TUDO.

- AAAAAAAAHHHHH! - Gritei, sobrecarregada.

Comecei a sentir que eu ia explodir, tamanha era a força pulsante que emanava de nós duas, mas estava decidida a não largá-la.

- ESTÁ NOS MATANDO! - Vociferou.

- NEM EU! NEM VOCÊ! - Gritei declarando o nosso fim.

- NÃÃÃOOOOOOO! - Usou toda a energia de sua existência para me empurrar.

Fui lançada para longe e o fogo continuou a se expandir. Caída no chão, consegui avistar Bella e ela sorriu fracamente, lançando-me seu último beijo. Naquele momento eu soube que era o seu fim. Então a bolha de fogo em volta dela explodiu. Cobri o rosto com o braço e todo o refeitório foi atingido por uma enorme onda inflamada que destruiu todas as janelas e móveis.  

Fiquei um tempo de olhos fechados e quando os abri o fogo havia sumido, deixando apenas um rastro de tristeza. Sentei-me cobrindo a face e voltei a ter 8 anos de idade. Só que eu não tinha mais cicatrizes. O meu rosto e corpo estavam perfeitos. Tateei minha bochecha esquerda e não pude deixar de sorrir por causa da emoção libertadora.

Caminhei para fora do refeitório e logo avistei o pote com a borboleta no final do corredor. Fui até lá, peguei o pote do chão e fiquei surpresa em ver a borboleta batendo as asas.

Eu a observei por alguns segundos, então girei a tampa vagarosamente. Assim que abri o pote, a borboleta saiu voando, me causando admiração. Ela voou para longe, dobrando o corredor. Instintivamente corri atrás dela e a vi tomar caminhos que nem me lembrava que existiam no colégio. Então ela passou a voar rápido demais e para alcançá-la tive que correr com todas as minhas forças.

“ISABELLLAAAAA!”, reconheci a voz de Edward, mas soava muito distante.

De volta aos 18 anos, seguia a voz e a borboleta com toda a minha energia.

“ISABELLAAAAAAAAAAA!”

Avistei a saída do Democracy. A luz proveniente das portas abertas ofuscou minha visão, mas continue correndo até atravessá-las.

(...)

Edward PDV

- 400 Joules. - O socorrista liberou outra descarga elétrica após aplicarem adrenalina.

- Tem pulso. - Alguém falou.

Meu coração se prendeu à esperança de uma forma desesperada. Não deu para conter as lágrimas.

- Oxigênio! - Disseram.

Os olhos de Isabella tremularam um pouco e, após pestanejarem suavemente, se abriram.




MUITOS MESES DEPOIS...


"Só os que padecem um extremo infortúnio estão aptos a usufruir uma extrema felicidade. É preciso ter querido morrer para saber o que vale a vida.” (Alexandre Dumas)



Isabella PDV

Liguei o notebook e resolvi ler mais uma vez o e-mail de Jasper antes de responder.

Oi, Isabella...

Estou com saudades, parece que faz séculos que não nos vemos e ao mesmo tempo tenho a impressão de que foi ontem que nos formamos. Desculpe ter demorado a escrever, é que preferi respeitar esse “seu tempo”.

Harvard é incrível! Estou me adaptando bem e conheci uma garota linda chamada Alice. Você vai adorá-la! Não tire sarro, mas acho que estou apaixonado. Hehehehe.

Você nem vai acreditar... Assumi uma das rádios do campus e mantenho o espírito dos Filhos da Democracia vivo. Entre outras palavras, estou te esperando para DETONARMOS!

Pendi a cabeça para trás e ri alto.

Me conte como está sendo sua vida. Quero saber de tudo.

Não se esqueça de me responder...

Jasper.

Respirei fundo e comecei a digitar sorrindo.

Querido Jasper...

Eu estou bem. A Austrália é tudo aquilo que sempre imaginei. Magnífica!

Fechei os olhos sentindo a deliciosa brisa da tarde. Adorava o som do vento batendo nas velas do barco que Edward ganhou de seu tio após a formatura.

Já fazia mais de dois meses que nos formamos em um colégio público de L.A, mas não corremos para a universidade. Decidimos passar um ano morando na Austrália até termos total certeza do que cursar. Sair de casa foi uma das melhores decisões que Edward já tomou na vida. Ele finalmente se sentia livre de toda pressão que seu pai colocava. Eles ainda não tinham se acertado, mas Edward me lembrou que certas relações precisam de tempo para amadurecer. Eu não tinha dúvidas de que, mais dia, menos dia, o Sr. Cullen entenderia que o filho só estava em busca da própria felicidade. A Sra. Cullen, em contrapartida, sempre mantinha contato com Edward e falou que seu esposo começava a ceder por sentir saudades de seu único filho.

Eu ainda não sei o que vou cursar, mas depois de passar a adolescência com a cara enfiada nos livros de Shakespeare estou muito inclinada a tentar Literatura. O que acha? Edward anda falando em cursar Oceanografia. Rsrsrs. Sei o que está pensando: escritora e oceanógrafo? Escolheram profissões de sonhadores e que podem ser exercidas em qualquer lugar do mundo?

Talvez seja mesmo essa a intenção... Livres, sem raízes... Quem sabe?

Já faz um tempo que não penso na Bella, mas ontem estava refletindo... Alguns leves traços da personalidade dela, como a garra, ficaram em mim. É como uma cicatriz interna que, ainda que inofensiva, está sempre presente não me deixando esquecer quem realmente sou. Minha experiência de quase-morte pode ter me libertado de todos os traumas, mas gosto de pensar que apenas assumi o controle de mim mesma. Não pense que fico o tempo todo tentando entender o que aconteceu no meu subconsciente, porque não sinto necessidade disso. Além do mais, a mente humana é um incompreensível e eterno mistério.

Mudando de assunto... Vou te mandar umas fotos muito maneiras.

Vasculhei a pasta de imagens e ri das fotos. Então, ouvi um pigarreio. Ergui a cabeça e Edward estava lá, na entrada da cabine, de braços cruzados. As batidas do meu coração oscilaram levemente quando ele me lançou um de seus lindos sorrisos.

- Está pronto.

- Legal. - Sorri.

(...)

Edward me prometera um presente de aniversário e fez muito mistério quanto a isso. Levou-me para a proa e, diante daquela imensidão de águas, me pediu para fechar os olhos.

- Mal posso esperar. -  Abri as mãos. - Acho que vou espiar.

- Não. - Riu me rodeando.

- Então me dê logo.

- Tudo bem... - Colocou algo pequeno na minha mão direita.

Abri os olhos e vi que era um colar de concha do mar. O fio entrançado era delicado e na ponta havia uma das conchas mais perfeitas que encontramos no dia em que velejamos juntos pela primeira vez.

- Você guardou? - Ri surpresa.

- Sim.

Por ter um significado especial pra mim, considerei aquele colar o mais lindo do mundo.

- Eu realmente adorei.

- Que bom. - Edward colocou as mãos no bolso e baixou a cabeça.

- O que foi? - Estranhei sua reação.

- Vem cá. - Abraçou-me.

Ele espalhou beijos por meu ombro e não deixou de beijar a minha tatuagem em forma de borboleta. Então ficamos quietos por um tempo. De olhos fechados, me entreguei à sensação do vento bagunçando meu cabelo e ao cheiro delicioso de Edward. Eu estava mergulhada em uma tranqüilidade inabalável e não me preocupava mais com bobagens.

- Eu sou um idiota. - Edward sussurrou em meu ouvido. - Ensaiei esse momento e agora não consigo me lembrar de quase nada que planejei te falar.

- Tente. - Gargalhei.

Ele respirou fundo.

- Lembra quando me disse através de uma carta que talvez existisse uma “luz” que nos indica o caminho certo? Você me fez entender que essa “luz” pode ser uma situação, ou um país, ou uma oportunidade...

- Sim.



- Eu encontrei a minha. - Encarou-me. - Ela sempre esteve perto de mim, mas eu não conseguia enxergar. - Acariciou minha face fazendo uma longa pausa. - Nossa história sempre foi turbulenta e nada normal, mas eu não quero viver o “normal”. Quero viver o extraordinário. É por isso que peço que se case comigo agora, neste exato momento.

- O quê? - Embasbaquei. - Como... Como assim? Agora?

- Não precisamos de ninguém para tornar sagrado o que dentro de nós já é sagrado. Não importa se somos muito jovens ou se não tem ninguém aqui para testemunhar. Eu só preciso... - Colocou minha palma em seu peito. - Que faça esse pacto de amor comigo e me deixe cuidar de você, ao mesmo tempo em que cuida de mim.

- Não precisa tentar me convencer. SIM! SIM! - Ri feito uma boba. - Mil vezes sim. - Sussurrei com o coração a mil.

(...)

Coloquei o único vestido branco que eu tinha, enfeitei o cabelo com um grampo em formato de flor e, descalça, praticamente corri para o convés. Edward já me esperava e estava lindo com uma blusa de botões branca e um jeans básico.

Ele me estendeu a mão e eu a agarrei com segurança. Ficamos um de frente para o outro, nos olhando com a intensidade de quem sabe que jamais esquecerá o momento.

Edward tirou do bolso um colar de concha semelhante ao que estava amarrado no meu pulso, então começou a falar:

- Isabella, não posso prometer que será fácil, pois nunca seremos imunes às dificuldades da vida, mas tenho certeza de que somos fortes o suficiente para enfrentá-las. Então, o que posso te prometer é que... - Suspirou. - Em todos os dias, terá o meu respeito, minha atenção, meu “bom dia”. Meu rosto em seu colo quando eu estiver preocupado, minhas piadas, minhas confissões e lamentações, meu apoio, minha risada, meus mais intensos beijos... E todo o meu amor. - Sua voz ficou levemente embargada. - Eu, Edward Anthony Masen Cullen, te aceito como minha esposa... - Pôs o colar em volta do meu pescoço. - Até o dia em que esse oceano secar. - Deu uma risadinha.

Meus olhos ficaram extremamente úmidos e tive que me concentrar para conseguir falar.

- Edward, por muito tempo acreditei que meus sentimentos por você eram a minha maldição..., mas não, foram a minha salvação. Eu encontrei em você não só braços, pernas e boca, encontrei um coração que conseguiu compreender o meu. Encontrei alguém que não desistiu de mim nem nos meus piores e transtornados momentos. Não vou te agradecer por nada disso, mas vou... - Sorri contendo o choro. - Vou prender definitivamente meu destino ao seu. Nunca mais se sentirá sozinho ou perdido, pois, eu, Isabella Marie Swan, te aceito como meu esposo... - Tirei o colar do pulso e o pendurei em seu pescoço. - Até o dia em que esse oceano secar. - Sorri.

Edward colocou as mãos em meu rosto e sussurrou com veemência:

- Eu te amo tanto.

Uma lágrima me escapou.

- Eu também te amo.

Quando os lábios dele tocaram os meus, involuntariamente gemi de felicidade e satisfação. O beijo profundo não selou o fim de uma era, e sim, celebrou o início de uma jornada imprevisível e maravilhosa.

Na última vez que vi Jasper, ele me perguntou como me sentia sendo considerada por muitos uma “desequilibrada”. Então falei para ele o mesmo que falei para Edward: nem sempre o que fazemos define quem somos.

Eu já cometi inúmeros erros e magoei muitas pessoas na minha trajetória de vida, mas estou determinada a não deixar o passado me torturar no presente e comprometer o meu futuro. A vida é curta demais para eu ficar me preocupando com o que pensam a meu respeito.

Então, que falem, que aumentem, que julguem...

Porque eu estou ocupada sendo delirantemente feliz.


***  FIM  ***



N/autora:
ESSE TRANSTORNO DISSOCIATIVO DE IDENTIDADE REALMENTE EXISTE! Não inventei, só montei a história em cima dele. É mesmo um transtorno muito interessante.
Meu Deus! Nem acredito que terminei essa história! Mesmo tendo que largar momentaneamente USD, me sinto muitooo satisfeita de ter me dedicado completamente e exaustivamente à essa “fanfic”. Mesmo adorando a personagem “Isabella”, confesso que sou team “Bella”! Kkkkkkkkkkkk
Eu quero agradecer a galera que me deu apoio no Blog e na comunidade do Orkut. Eu meio que torturei vocês com toda a espera, mas torço para ter conseguido compensar com P&C.
Seria um crime não agradecer a três pessoas que não me deixaram desistir: (te amo, namorido!) (valeu D + ,Nay, por suas críticas construtivas) e ( Luísa Grando/ Beta – Sem dúvida, essa fic não seria a mesma sem seus palpites, análises, capa, exigências, carinho, dedicação, telefonemas longos, risadas, betagem, puxões GRITANTES de orelha e boa vontade. AQUI VAI UM ENORME “OBRIGADA”!).
Agora....
O QUE VOCÊS ACHARAM? PESSOAL, MEREÇO UM COMENTÁRIO PELO ESFORÇO? 
SE TIVEREM GOSTADO DA FIC, NÃO DEIXEM DE ESCREVER RECOMENDAÇÕES E OBRIGUEM SEUS AMIGOS A LEREM TAMBÉM! ahahahaha
Vou descansar só alguns dias e vou voltar com tudo para Um Selvagem Diferente!
Obrigada.
Beijos
Lunah. 


XXX


N/Beta II – Luísa Grando:
Não sei se consigo expressar o que to sentindo agora... Estou tendo um ataque, simplesmente... Pra vocês entenderem melhor, vou explicar: 
Esses últimos dois meses eu passei lendo essa história AOS PEDAÇOS... A Lunah escrevia uma parte e me enviava pra eu olhar... Aí eu SURTAVA e quase enlouquecia a coitada de tanto mandar ela continuar, de tanta empolgação que eu sentia...rsrs... Era uma tortura ficar esperando ela mandar as partes seguintes...rsrsrs... Eu sempre fui uma garota muito curiosa!! Kkkk... Antes de tudo, eu fiquei maravilhadaaa quando ela veio me contando a idéia central dessa história... Cara, queria tanto ter uma gota desse mar de criatividade! 
Mas, pra vocês entenderem o que tá acontecendo comigo, imaginem o seguinte... Eu passei esse tempo todo lendo as partes... e betando tudo... ou seja, eu li e reli e já estava sabendo quase tudo que ia acontecer... Mas a Lunah não quis me contar o final...rsrs....
Então EU SÓ LI O FINAL AGORAAAAAAAAAAA!!! DEPOIS DE LER TUDO, SÓ LI O FINAL AGORA!!! E EU NÃO SEI NEM O QUE DIZER ALÉM DE QUE EU TIVE CRISE DE CHOROOOO DE TÃO PERFEITO QUE FOI!! DE TÃO PERFEITA QUE FOI ESSA HISTÓRIA POR INTEIROOO! Cara... Sabe o que é crise de choro??? 
Meoooo... Depois de dias, semanas e meses vendo a nossa amada-autora-insuperável-e-favorita se torturar pra escrever essa história LINDAAAAAAAAAAA, imaginem como eu estou me sentindo por ver que ela se superou de uma forma tão absurda que chega doer de emoção??!!!! AHUEHAUHEUAHEUAEAEA... EU NÃO SEI NEM O QUE DIZER!! Estou emocionada...
Apenas quero agradecer à minha grande e maravilhosa amiga, minha querida Lunah, por ter me presenteado com a oportunidade ímpar de participar de todo o processo... Por ter me permitido ligar pra ela tarde da noite pra berrar no ouvido dela pra ela não se deixar abalar pelas crises de desânimo e autodepreciação... Por ter me dado o privilégio de saber dos seus planos e contado comigo, mesmo eu sendo uma inútil não-criativa-metida-a-psicóloga-dos-personagens... rsrsrs... Por ter me convidado a entrar no seu veleiro e participar dessa viagem inesquecível através do oceano profundo que é a sua imaginação! Não há palavras pra dizer o tanto que eu estou orgulhosa do seu progresso e superação a cada dia desde que te conheci! Deus sabe de todas as coisas... E agradeço a Ele infinitamente por tudo que me aconteceu até aqui, principalmente por poder ser amiga de uma pessoa tão linda quanto você!
Estou aqui para deixar meu sincero e profundo agradecimento por tudo. Muito obrigada!
Quando você cresce, eu cresço também. Meus Parabéns!
Quero agradecer ao Beta-Love... 
Quero agradecer a todos que tiveram a paciência de esperar enquanto as notícias não chegavam, a todos que se torturaram sonhando com postagens enquanto a Lunah escrevia esses sonhos!!! A vocês, minha atenção e compreensão.
Nos vemos nas próximas espiadas ao Diário de Bordo do lindo Ed-Rei-da-Floresta! Hehehehe!!
Grande beijo a todos!!!
Lu Grando.

17 comentários:

Duda. disse...

Merece um prêmio por ter feito um Fic tão linda assim, eu ameeeeeeeeeeeeei *-*

JoTeodoro disse...

Lunah:

Meus sinceros parabéns!
Nossa, me emocionei completamente com esta fic!
Em muitos momentos me senti no lugar de Bella e com um ódio do Edward. Mas quando vi o quanto ele sofreu também, sofri junto com ele.
Confesso que chorei do inicio ao fim! Choros alternados entre tristezas e alegrias!
Você é maravilhosa! Escreve perfeitamente!
Continue sempre assim!
Já acompanho Um Selvagem Diferente e estou adorando muito!

Mais uma vez parabéns por mais esta maravilhosa fic!

bjs

Rita de Cássia disse...

P&C realmente me emocionou.. oq a bella sofreu... oq o proprio Edward sofreu. Eu não tenho palavras para descrever essa fic, foi simplesmente maravilhosa. um drama realmente emocionante.

jay-moreira1 disse...

Parabens vc a o longo dessa fic passou pra nos leitores, coisas muito importantes, como o odio e um sentimento que se não tomarmos cuidado ele pode nos consumir por enteiro e em vez de nos ajudar a nos sentirmos melhor nos tirar tudo de mais importante, o odio corrompe a nossa felicidade, mas o amor nos traz a maior felicidade que podemos ter na vida e em nossa existencia se o amor viver a felicidade vai estar em cada suspiro que dermos. O AMOR traz importancia as mais simples da vida, as coisas mais pequena e perdidas em lembranças ou em algum canto de nossas almas. A sua fic me troxe coisas a refletir e simplesmente parou tudo para eu conseguir ler essa linda historia de uma autora exelente. Essa e uma historia me instigou, eu amei tudo do começo a o fim,, voce e uma exelente escritora. E como na sua historia marcou com essa exelente frase: "nem sempre o que fazemos define quem somos." A sua me ajudou a definir quem sou.
OBRIGADO
bjs de agora uma grande adimiradora sua..
My name is :

Jaynne.

Janice disse...

Nossa cara!
nunca me esqueci que BPxES é a melhor fic q eu ja li..
dai comecei a rachar de rir com um selvagem diferente, até q vc parou pra poder escrever 'essa fic q ficava martelando na sua cabeça'. mas a Facul começou a apertar e n conseguia mais ler fics.


ai agora consegui voltar, e... ria de mim, mas simplesmente n conseguia lembrar os nomes (confesso ja li tanta fic q lembrar nomes - eu tenho uma dificuldade ENORME nisso.)..
hsoahosihaoisa

vc riria MUUUUUITO do Google tentando encontrar os diálogos que eu ditava.


graças ao encontro Bella/Ed na ponte que eu consegui!!!!!!


shaiohsiahsoiahsoa

estou aqui!
vou me por a par de USD e ja ja volto.

Beijos.

ps: ESSA É A MELHOR 'SHORTFIC' DA MINHA VIDA.

Thaís Cunha disse...

Só consigo pensar em uma coisa.

Quero ser igual a Lunah quando eu crescer!

kkkkkkk Você escreve tãoooo bem Lunah, parabéns mesmo!Eu sou metida a escritora mas nem de longe escrevo como você, mas posso dizer que me esforço e que você me inspira muito.
Fico impressionada com a sua sensibilidade para escrever e criar a personalidade dos seus personagens, nos podemos realmente senti-los enquanto lemos suas aventuras.
Enfim, parabéns e obrigada por nos presentar com essa historia maravilhosa e interessante, sempre nos ensinando lições maravilhosas.
E estou aguardando o final de USD, você me contagia com seu humor

winstend disse...

Ai. Que lindo genteeeeee!
Quando eu acho que a Lunah não pode fazer mais nada, ela se supera! Definitivamente!

Perfeita! A melhor! ;)

Tammy Telles disse...

"Eu já cometi inúmeros erros e magoei muitas pessoas na minha trajetória de vida, mas estou determinada a não deixar o passado me torturar no presente e comprometer o meu futuro. A vida é curta demais para eu ficar me preocupando com o que pensam a meu respeito.

Então, que falem, que aumentem, que julguem...

Porque eu estou ocupada sendo delirantemente feliz."

Essa parte marcou loucamente a minha vida... por que se encaixa perfeitamente comigo...

LUNAH querida eu já te falei isso, sei que sou repetitiva kkkkk mais VOCÊ É MARAVILHOSA!!!! ESCREVE MUITOOOOOO!!!!!!!! kkkkkkkk

AMO P&C!!!! rsrsrsr

Muito Obrigada por compartilhar mais essa fanfic!

Beijinhus
Tammy

Anônimo disse...

Sinceramente vc é gênio, naum só pelo trabalho bem feito dessa vez, com P&C, mais com todas as fincs, jah li todas e espero ansiosa pelo próximo projeto,ueria fazer um pedido se naum for muito incÔmodo, adoraria que vc continuasse com o clube das mal amadas, pq garota tudo em que vc toca vira ouro...Ameii toda a fanfic...e mais uma vez meus parabéns!

Anônimo disse...

Lunah olha eu nem sei o que te dizer ...
Essa fic mexeu mesmo cmg de forma que nenhuma outra conseguiu até hoje !
Muito obrigado pela gratificante experiencia de ser sua leitora, eu ri chorei e refleti muito lendo P&C ! E pode ter certeza que essa é uma fic que ficou marcada na historia, pelo menos na minha historia;
Enfim muito obrigado pela experiencia foi realmente incrivel
Bjbj
Ana Paula Machado Tavares

Thalia Vitelli disse...

AMEI...obrigada por fazer eu esquecer minha vida chata e triste... e me fazer muito feliz, quando leio os seus livros.

Amei passa todo meu tempo (carnaval)lendo esse livro e me divertindo muito e algumas vezes chorado por causa desse livro lindo quer acabei de ler.De todos os livros da Lunah esse foi o quer eu mais gostei e me endentifique.


AMEI COMO TERMINO O LIVRO,PESEI QUER A ISABELLA IA MORRE E ATE CHOREI, E NEM QUERIA MAIS LER MAIS COM MUITA FORÇA DE VONTADE, CONTINUEI LENDO E FIQUEI MUITO FELIZ COM RESULTADO E MUITO FELIZ COM O FINAL.

OBRIGADA POR ESSE LIVRO...


BJS, ATE MAIS.



Thalia Vitelli

Mary disse...

Já li essa fanfic duas vezes !!! E ainda tenho as mesmas reações, choro, rio, fico besta... enfim. Eu amo essa fanfic, ela me fez enxergar muitas coisas com outros olhos e me inspirou a escrever minhas próprias fics.

OBRIGADA :)

Mariana

Kelly disse...

PERFEITA.

marcelass disse...

Nossa amei essa historia, eu vim procurar a continuação de USD que comecei a ler quando estava na faculdade.
lembro até hoje quando uma amiga me falou da sua fic a primeira que eu li, e apartir dai me apaixonei hoje eu só uma viciada em fics mais nenhuma supera as suas lunah amo de paixão o que faz com os personagens sempre fui uma leitora voraz mais dessa vez eu não parei de ler ate o fim linda perfeita essa historia.
Suas historias nos transportam para outro mundo, nos fazendo esquecer de todos os problemas do dia a dia, peço encarecidamente de todo o coração que continue encantando a todos com suas lindas historias, desde (bella problema edward solução) sou sua fã, não aguentava de ansiedade em esperar vc acabar um capitulo sempre que dava uma brecha na facul eu ir la ler e morrer de rir com seus personagens.
nunca comentei nenhuma historia apesar de sempre estar lendo, sou o que algumas autoras chamam de leitora fantasma, rsrsr mais hoje me curvo diante de sua criatividade, e me sinto moralmente obrigada a comentar pois essa foi a historia que mais me emocionou muito,muito linda mesmo... Parabens continue encantando o mundo com seu talento...
sua eterna fã
marcela siqueira santos

Anônimo disse...

Simplesmente perfeita, digna de um livro e quem sabe, um filme hollyoodiano ☻. À autora meus sinceros parabéns. Que você tenha muito sucesso em sua vida e continue nos brindando com suas maravilhosas histórias.

Professora Gléce disse...

Oi Lunah... muito tempo, né? TIve que tirar um tempo pra reler esta fic... nosssa! Que delicia reencontrar nossos queridos Bella, Edward e Jasper... Amei! Tenho muita fé no teu trabalho, Lunah. Sei que vai nos brindar com muita coisa boa ainda! Bjs de coração!!

D.S.Miranda disse...

Parabéns Lunah e Lu Grando, vocês fizeram um trabalho e tanto, eu me emocionei do começo ao fim, as emoções que me dominavam iam de odio para amor, da empatia a antipatia e assim por diante, a frase que me marcou a ferro e fogo foi:
"você não nasceu pra ser uma vitima"
isso deu um up na minha vida, isso ativou uma parte mais determinada de mim, eu simplismente não tenho mais palavras para descrever suas fics e o que elas me causam putz grilo eu amo, amo, amo de paixão todas as suas fics


bjão e até mais

# nos vemos por ai !

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